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S&P rebaixa nota de crédito dos EUA para "AA+"

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
Os Estados Unidos perderam nesta sexta-feira sua nota máxima de crédito "AAA" concedida pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, em um dramático revés sem precedentes para a maior economia do mundo.
A S&P rebaixou a nota de crédito dos EUA de longo prazo em um ponto, para "AA+", devido às preocupações com o déficit orçamentário e o crescente endividamento do país. A medida pode elevar os custos de empréstimos, eventualmente, para o governo norte-americano, as empresas e os consumidores.
"O rebaixamento reflete nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal acordado recentemente pelo Congresso e o governo não atende ao que, em nossa opinião, seria necessário para estabilizar a dinâmica da dívida do governo no médio prazo", afirmou a S&P em comunicado.
A decisão veio depois de uma batalha amarga no Congresso sobre o corte de gastos e o aumento de impostos para reduzir a dívida norte-americana e permitir que o limite de endividamento legal fosse elevado.
Em 2 de agosto, o presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou a lei designada a reduzir o déficit fiscal em 2,1 trilhões de dólares ao longo de 10 anos, bem abaixo do montante de 4 trilhões de dólares considerado pela S&P como uma boa "entrada" para arrumar as finanças do país.
O impasse político em Washington e o fracasso para lidar seriamente com os problemas fiscais dos EUA a longo prazo vieram de encontro com a desaceleração do crescimento econômico do país e levaram à pior semana no mercado de ações norte-americano em dois anos.
O índice S&P 500 caiu 10,8 por cento nas 10 últimas sessões devido às preocupações de que a economia do país pode caminhar para outra recessão e porque a crise da dívida na Europa tem piorado, na medida em que contagia a Itália.
Os bônus do Tesouro dos EUA, uma vez vistos como os investimentos mais seguros do mundo, estão classificados agora abaixo de títulos emitidos por países como Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Canadá.
A perspectiva da nova classificação é negativa, afirmou a S&P em comunicado, um sinal de que outro rebaixamento da nota é possível nos próximos 12 a 18 meses.
Mais cedo nesta semana, a agência de classificação de risco Moody's confirmou, por enquanto, a nota "Aaa" para os Estados Unidos. A Fitch Ratings, outra agência, afirmou que ainda está revendo sua nota e que divulgará uma decisão até o fim do mês.

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Standard & Poor's rebaixa qualificação da dívida dos EUA de AAA para AA+

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
A agência de qualificação de crédito Standard & Poor's rebaixou nesta sexta-feira a qualificação da dívida dos Estados Unidos pela primeira vez na história ao passar de AAA, a máxima possível, para o degrau abaixo de AA+.
"O rebaixamento foi motivado pela consolidação fiscal estipulada pelo Congresso e pela Administração, que seria necessária para estabilizar a dinâmica de dívida a médio prazo do Governo", indicou Standard & Poor's em comunicado.
Deste modo, a agência de qualificação cumpriu as advertências de rebaixamento da dívida dos EUA que tinha emitido nas últimas semanas, durante as negociações no Congresso americano para elevar o teto de dívida e evitar a temida moratória.
"Mais amplamente, o rebaixamento reflete nossa visão que a efetividade, estabilidade e previsibilidade dos legisladores e instituições políticas dos EUA foram debilitadas em um tempo de desafios fiscais e econômicos a um grau maior que os que tínhamos previsto quando atribuímos uma perspectiva negativa", acrescentou a Standard & Poor's.
A agência de classificação de risco situou em 15 de julho a dívida americana "sob vigilância com perspectiva negativa", e indicou então que havia 50% de possibilidade que a rebaixasse nos próximos três meses.
A decisão da Standard & Poor's ocorre depois que outras grandes agências como Moody's e Fitch anunciassem nesta semana que mantinham sua máxima nota "AAA" para a dívida dos EUA, após o acordo do Congresso sobre o limite de endividamento.
Além disso, Standard & Poor's reforçou que as perspectivas de longo prazo da dívida dos EUA são "negativas". "Poderíamos diminuir a qualificação para AA dentro dos próximos dois anos se analisarmos que há uma menor rebaixamento na despesa do estipulado, maiores taxas de juros, ou novas pressões fiscais durante o período que possam resultar em uma trajetória geral de dívida mais alta do que atualmente consideramos", conclui o comunicado.

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Dilma está com armas em punho contra a recessão mundial

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
A presidente Dilma Rousseff não chegou ao exagero de dizer que a economia brasileira está 100% blindada contra uma possível recessão mundial, mas já indicou que as armas disponíveis são de grosso calibre.
Nesta sexta-feira (5), durante discurso realizado na Bahia, Dilma falou sobre as turbulências internacionais e reiterou que o Brasil está preparado para enfrentar tempos difíceis.
"Hoje o Brasil ainda está mais forte do que estava em 2008. Em 2008, nós tínhamos condição de enfrentar a crise quando ela veio. Hoje, nós temos mais condições", declarou a presidente.
O “arsenal de guerra” inclui as reservas internacionais, acima de US$ 300 bilhões, e os depósitos compulsórios.
"Hoje, nós temos 60% a mais de reservas internacionais. A gente, hoje, tem mais de 348 bilhões de dólares. (...) E tínhamos também dinheiro para que, se fechasse o crédito internacional, a gente fornecesse. Naquela época, a gente tinha o que se chama de compulsório de R$ 220 bilhões, hoje nós temos R$ 420 bilhões. Então, o Brasil não tem nenhuma fraqueza", afirmou Dilma Rousseff.
Os depósitos compulsórios são o montante de dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central, sem poder emprestar aos clientes. É a autoridade monetária que define um percentual do total de depósitos à vista e a prazo que ficará “congelado”.
A estratégia de Dilma, ao que tudo indica, é a mesma adotada em 2008 e 2009, quando houve injeção de liquidez no mercado e aumento da participação do governo na economia.
Os economistas avaliam que um eventual contágio do Brasil se dará basicamente por duas formas: escassez de crédito internacional e queda no preço das commodities, que sustentam a balança comercial.
O que pode tornar o cenário ainda mais perigoso é o fato de que os governos dos países desenvolvidos terão menos espaço para estimular a economia, já que as políticas monetária e fiscal estão no limite.
Num ambiente de intenso estresse, o desempenho da China será o principal termômetro da economia brasileira. Quanto menor o impacto no mercado chinês, mais tranquila fica a situação por aqui.
A "xerifona" Dilma e a equipe econômica estão com o dedo no gatilho. O primeiro tiro deve ser disparado pelo Banco Central ainda neste mês ao interromper o ciclo de alta dos juros.


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América do Sul busca medidas contra turbulência global

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
O Brasil e seus vizinhos buscavam na sexta-feira mecanismos conjuntos que lhes imunizassem contra as turbulências financeiras, enquanto crescem as preocupações de que piore a crise nos Estados Unidos e na Europa.
Embora suas perspectivas econômicas sejam bastante otimistas, a América Latina enfrenta volatilidade nos seus mercados financeiros, refletindo os problemas dos países desenvolvidos, e tem de lidar com uma onda de capitais financeiros sedentos por rendimentos, o que fez suas moedas se valorizarem além do que é considerado saudável.
"Os países (da região) têm de estar preparados para as consequências que podem ocorrer, temos de estar unidos para criar mecanismos de resposta a esta situação", disse o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, num encontro de ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Lima.
Os ministros disseram que a região está bem preparada para resistir a uma eventual crise global. "A crise de confiança está no norte, não no sul", disse o representante peruano, Luis Miguel Castilla.
Mesmo assim, a região busca medidas conjuntas, como a redução de barreiras comerciais entre os países e reformas financeiras de âmbito regional, segundo Castilla.
A maioria dos países sul-americanos está com suas reservas de dólares em níveis recordes, mas os ministros disseram que não descartam recorrer ao Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) e à Corporação Andina de Fomento (CAF) para financiar eventuais déficits na balança de pagamento.
Os ministros disseram que não anunciarão passos concretos antes da sexta-feira que vem, quando haverá uma reunião de presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda na Argentina.
As polpudas reservas em dólares -- que permitiram gastar dinheiro para incentivar as economias --, junto à forte disciplina fiscal, ajudou a América Latina a sair quase ilesa da crise global de 2008. Três anos depois, esse cenário se mantém.
"Os países latino-americanos estão muito preparados para um possível agravamento da crise", disse Mantega.
Dinheiro quente
A região também tem recebido cataratas de capital financeiro do exterior, que chega atraído por maiores rendimentos e por perspectivas de um maior crescimento econômico do que nos países desenvolvidos.
Mas agora, com os problemas da dívida nos EUA somando-se à incertezas na zona do euro, especialistas acham que a tendência pode se tornar mais aguda.
Um eventual rebaixamento na qualificação da dívida soberana dos EUA despertaria desconfianças e deixaria o dólar mais debilitado. Com sede de rendimentos, os investidores poderiam apostar mais na região.
"Estamos em mares muito agitados", disse o ministro colombiano da Fazenda, Juan Carlos Echeverry, durante o encontro. "Esse é o momento para a América do Sul atuar em grupo, é necessário que tenhamos uma reflexão conjunta, para solidificar nossas economias frente a eventos difíceis."
Vários países latino-americanos já aplicaram medidas para frear a valorização das suas moedas -- desde compra de divisas até impostos sobre investimentos --, mas sem o resultado esperado.
O real, por exemplo, valorizou-se 33 por cento frente ao dólar desde 2008. Isso deixa o país menos competitivo no cenário internacional, dificultando suas exportações.
De todos os países, o Brasil foi o que adotou as medidas mais agressivas.
Compulsórios bancários, impostos sobre a compra de títulos locais por estrangeiros, leilões de swaps cambiais reversos, impostos sobre derivativos cambiais, compra de divisas e um plano para ajudar a indústria exportadora -- nada disso impediu que o real alcançasse sua maior cotação frente ao dólar em 12 anos.
Outros países, como Chile, Colômbia e Peru -- os mais abertos da região ao mercado global -- adotaram medidas mais ortodoxas, como a compra de dólares no mercado cambial, em alguns casos em níveis históricos.

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CVC entra com pedido de registro de companhia na CVM

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
 A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens entrou com pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda não foi registrado na autarquia o pedido de oferta inicial de ações (IPO), mas são conhecidos no mercado os planos da empresa, uma das maiores operadoras de turismo do País, de abrir o capital, que datam de antes de o fundo de private equity norte-americano Carlyle adquirir o controle da companhia, em janeiro do ano passado.
Caso a oferta se concretize, este será o segundo IPO de uma empresa brasileira que recebeu investimentos do Carlyle. A primeira foi a Qualicorp, que mesmo em meio a um cenário pouco favorável à captação de recursos via emissão de ações, conseguiu captar R$ 1,085 bilhão com sua oferta.
Em abril, portanto antes da piora do cenário econômico global, o diretor do Carlyle no Brasil, Fernando Borges, comentou, em conversa com jornalistas, que o investidor está bem mais seletivo com IPOs, mas avaliou que havia espaço "para bons ativos".

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“Há bastante combustível para a queda da bolsa continuar”, diz analista

Posted by Administradores - FCA on sábado, agosto 06, 2011
A tendência de baixa do Ibovespa está bem estabelecida e não há um sinal claro de reversão, explica o analista técnico e sócio da Leandro&Stormer, Leandro Ruschel. Ele afirma que o índice rompeu uma barreira importante aos 57.600 pontos e que, agora, o mais importante está em 30 mil pontos, nível atingido em 2008.
“A perda do suporte aos 57.600 pontos, com essa força, mostra que os vendedores estão no comando. Isso sinaliza que há bastante combustível para a queda, do ponto de vista técnico”, destaca. O Ibovespa perdeu o importante patamar na terça-feira (2) e hoje chegou a cair 6,04% hoje, para os 52.628 pontos.
“Não há um suporte muito forte para segurar a queda. O mais expressivo está na faixa dos 30 mil pontos, que é a mínima atingida em 2008. Há suportes intermediários de 48 mil pontos, mas são menos importantes”, calcula o analista. O índice precisaria cair mais 42% para chegar à próxima barreira.
“Estamos vendo um princípio de pânico, que marca uma fase aguda de queda”, diz Ruschel. Para ele, agora é o momento para os investidores operarem na ponta vendedora, o que aumenta as chances de ganhar com movimentos de baixa da bolsa. “Quem deseja lucros com a movimentação de preço precisa saber operar no movimento de baixa”, diz.
Ele indica operações com contratos futuros do Ibovespa e opções sobre ações. Segundo ele, há poucos papéis para a compra, como Cielo (CIEL3) e Redecard (RDCD3), que estão em tendência de alta. “A Petrobras (PETR4), por exemplo, perdeu um suporte em 22,40 reais e no próximo repique de alta estarei atento para operar vendido novamente. Nesta semana, vendi JBS (JBSS3), Natura (NATU3) e Fibria (FIBR3)”, revela.

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Obama sanciona lei que evita moratória dos EUA

Posted by Administradores - FCA on terça-feira, agosto 02, 2011
O presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou o projeto aprovado hoje pelo Senado e ontem pela Câmara dos Representantes que eleva o teto da dívida e prevê a redução do déficit do governo norte-americano. Não houve cerimônia pública de assinatura. Em seu pronunciamento no Rose Garden, Obama não fez nenhum agradecimento ao Congresso por aprovar a legislação que ajudou os EUA a evitarem uma moratória apenas 12 horas antes de o país teoricamente ficar sem recursos para pagar suas contas.

"Foi um debate longo e contencioso", disse Obama. "Gostaria de agradecer ao povo americano por manter a pressão sobre as autoridades que elegeram para que deixassem a política de lado e trabalhassem juntos pelo bem do país".

Obama disse ainda que quer que o Congresso aprove acordos comerciais com Panamá, Coreia do Sul e Colômbia e estenda os cortes de impostos para a classe média e o auxílio-desemprego para estimular a economia. "Temos de fazer tudo ao nosso alcance para fazer a economia crescer e colocar de novo a América para trabalhar", disse. "É o que eu planejo fazer e espero trabalhar com o Congresso para que isso aconteça", acrescentou.

As declarações podem ser vistas como uma tentativa de passar para um tópico que é ainda mais importante para a maioria dos norte-americanos: emprego. Ele disse que pretende manter o foco neste tema e exortou o Congresso a se preparar para um compromisso.

O plano aprovado garante "mais de US$ 2 trilhões em redução do déficit", disse Obama. "É um importante primeiro passo para assegurar que, como nação, vivamos dentro de nossos meios", acrescentou. O acordo permitirá que os EUA mantenham investimentos-chave, com coisas como educação e pesquisa, que levam a novos empregos, disse o presidente.

Ele acrescentou que os dois partidos terão de trabalhar juntos num plano maior para cortar o déficit. "Isto também significa reformar nosso código tributário para que os americanos mais ricos e as maiores corporações paguem sua fatia justa", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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